O Euro foi introduzido para reduzir os custos nas transacções internas, impulsionar o turismo e estabilizar a economia. Então, o que aconteceu? Veja a nossa cronologia para um olhar mais detalhado sobre os eventos que levaram à actual crise da Zona Euro.
MARCOS CRONOLÓGICOS
Julho 2012
31 JulyO desemprego na zona Euro atingiu um novo record ao chegar aos 11.2% em Junho, apesar de haver diferenças enormes entre os vários países. Enquanto que na Áustria a taxa é de apenas 4.5%, em Espanha é de 24.8%. Na Alemanha, a taxa de desemprego manteve-se nos 6.8%, o que mostra que apesar da tendência permanecer positiva, até a Alemanha está a começar a perder força. O desemprego italiano atingiu um novo record, desde 1999, chegando aos 10.8%. Christos Staikouras, o vice-ministro das Finanças da Grécia confirmou que a Grécia está a ficar sem fundos apesar da prometida assistência financeira a prestar pelos seus parceiros europeus quando as obrigações de 3.2 mil milhões de Euros forem devidos em Agosto. Espera-se que o ex ministro das finanças e actual ministro da segurança social e líder do partido Pasok, Evangelos Venizelos, apresente aos membros da Troika um plano composto por dez passos com vista à recuperação económica da Grécia, a Troika tem, no entanto, negado constantemente os pedidos para alterar o programa, argumentando sempre com base na falta de mandato para o fazer. O plano de Venizelos consiste em estender o programa de resgate por mais dois anos. A coligação governamental subiu ao poder com a promessa de renegociar as actuais condições do resgate financeiro. Com o novo governo a ser forçado a encontrar 11.5 mil milhões de euros adicionais conseguidos através de cortes orçamentais de forma a receber a próxima tranche de fundos e manter a economia grega a “à superfície”, os partidos de coligação estão relutantes em apoiar mais cortes nos salários e pensões , cortes esses que poderão prejudicar ainda mais a já de si precária situação económica dos gregos. Após as negociações com os restantes parceiros de coligação, o ministro das finanças Yiannis Stournaras referiu que os cortes seriam anunciados quando todos os partidos estivessem de acordo em relação ao pacote completo, afirmando que: “ou tomamos as medidas necessárias ou voltamos ao dracma dentro de dois meses”. O segundo maior banco espanhol, o BBVA viu os seus lucros semi-anuais cair drasticamente, cerca de 35% em comparação com o ano passado na sequência de ter posto de lado capital para compensar perdas nos seus empréstimos imobiliários tóxicos. Em Junho, foi realizada uma auditoria independente ao sector bancário que considerou que o BBVA, juntamente com o Santander e a CaixaBank, não necessitariam de apoio financeiro estadual. As saídas de capitais do país não param de aumentar. Entre Janeiro e Maio deste ano, um total de 163 mil milhões de euros – equivalente a 15% de toda a produção – foram retirados do país na sequência de bancos e investidores estrangeiros mudarem o seu dinheiro para outros países, deixando para trás o activo espanhol. As obrigações do tesouro espanhol a 10 anos aumentaram apenas ligeiramente hoje até 60651% mas ainda abaixo do marco dos 7%. O EFSF, o actual Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, (que será substituído pelo Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira assim que este for ratificado), reabriu com sucesso a negociação de obrigações a 3 anos, angariando um adicional de 1.48 mil milhões de euros com uma média de juros de 0.54%. Os fundos serão usados para apoiar os Estados membros da UE que necessitem de apoio financeiro. Hoje, a Moodys atribuiu a cotação AAA ao Reino Unido, tendo confirmado também o panorama negativo em relação à economia do país e revisto em baixa a sua previsão de crescimento em relação de 0.4% este ano e 1.8% para o próximo ano.
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30 de JulhoJean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, juntou a sua voz ao coro dos líderes da Zona Euro quando na noite passada afirmou que a Zona Euro chegou a um “ponto decisivo” e que “quaisquer medidas a ser adoptadas, serão decididas nos próximos dias”. O reacção geral dos mercados foi um misto de esperança e optimismo uma vez que o BCE, o Eurogrupo e as figuras centrais da Zona Euro têm feito discursos bastante proteccionistas em ralação à moeda única. Aumentam assim as expectativas de que sejam agora levadas a cabo acções mais significativas. Contudo, a agência de rating Standard & Poor’s reviu hoje em baixa as suas previsões económicas para a Europa devido ao “enfraquecimento contínuo da actividade geral e à degradação dos seus princípios”. A agência disse ainda que a solução para o problema passa pela “tripla desalavancagem” dos bancos, empresas e indivíduos que estão todos a tentar lidar com os seus problemas de endividamento, ao mesmo tempo. Poderá fazer o download de uma cópia do relatório completo da Standard & Poor’s denominado “A Maldição dos Três D´s: Tripla Desalavancagem Arrasta a Europa para a Recessão” aqui. O agravamento da recessão espanhola foi confirmado esta manhã tendo o Instituto Nacional de Estatística Espanhol anunciado que a economia espanhola recuou 0.4% ao longo dos últimos três meses e é agora 1% menor em comparação com o ano passado. As obrigações espanholas a 10 anos continuam em baixa, rendendo agora 6.63%, face aos 6.76% atingidos ontem. A Itália levou hoje a cabo uma venda de divida que foi bastante bem sucedida, atingindo os EUR 5.479 bn na venda de títulos a médio e a longo prazo. As obrigações desceram de uma maneira geral no leilão de dívida anterior, com as obrigações a 10 anos a atingir uma media de 5.96% - abaixo dos 6.9% alcançados no mês passado e atingindo o valor mais baixo desde Abril. Na Grécia, os representantes da Troika, que deveriam deixar hoje Atenas, confirmaram que continuarão naquela cidade até que o pacote adicional de EUR 11.5 bn de cortes adicionais seja acordado. A Grécia necessita rapidamente de dinheiro para se financiar e sem um pacote adicional de cortes, o país não estará capacitado para receber a próxima tranche do financiamento, no valor de EUR 130 bn correspondente ao segundo pacote de resgate financeiro. Jean-Claude Juncker pronunciou-se contra aqueles que têm apelado à saída do país da Zona Euro. Em declarações ao jornal alemão, Sudduetsche Zeitung, afirmou que: “Eu não pretendo minimizar os problemas que a Grécia tem causado. A Grécia continua a ter a obrigação de obter resultados tangíveis [mas] colocar de fora este país não irá resolver o problema da Zona Euro. Pelo contrário, a reputação dos Estados Membros irá ficar manchada, e isso trará consequências negativas”.
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27 de JulhoReacções por parte dos líderes da zona Euro ao comunicado de ontem do presidente do Banco Central Europeu (ECB), Mario Draghi, têm influenciado o mercado, apesar do Banco Alemão, ter sido bastante rápido em descrever a ideia do Banco Central Europeu em comprar obrigações de tesouro como sendo “problemática” e susceptível de criar “incentivos falsos”, reiteirando que está contra a ideia de conceder ao ESM uma licença bancária. Entretanto, líderes da zona Euro comunicaram publicamente o seu apoio (cauteloso) em relação às declarações do Sr. Draghi. Francois Hollande e Ângela Merkel emitiram um comunicado conjunto, confirmando o seu compromisso para com a integridade da zona euro e que, tal como o Sr. Draghi, tencionavam fazer tudo o que fosse possível para proteger o Euro. Não obstante, disseram que os países e instituições da zona euro precisam de cumprir os seus compromissos “dentro das suas próprias competências”. Entretanto, o Ministro das Finanças Wofgand Schauble, deu as recebeu positivamente o pedido do Sr Draghi para fazer o possível para preservar a zona euro. Porém, também realçou que “o pré requisito é que os políticos também tomem e implementem as medidas necessárias para ultrapassar a crise financeira e de confiança”. Os discursos foram suficientes para acalmar os mercados ainda mais e as obrigações do tesouro espanhol a 10 anos, caíram para os 6.75%. Isso é 1% mais baixo que o ponto mais elevado esta semana. Existem rumores no mercado, segundo os quais, o Banco Central Europeu e os bancos centrais nacionais da Grécia estão a colocar a hipótese de aceitar “perdas significativas” no valor das obrigações gregas numa tentativa de reduzir a dívida grega. A Troika encontrou-se, hoje, com o primeiro-ministro Grego, Antonis Samaras, para concluir negociações em relação à revisão. Indicaram que iram ficar em Atenas até que o relatório final em relação aos cortes adicionais no valor de 11.5 bilhões de Euros para 2013/2014 seja apresentado na segunda-feira. É esperado que a Grécia peça alguma compreensão na implementação de tais medidas, necessárias para reter o financiamento de emergência, argumentado como razões a recessão, a qual foi ainda pior do que se esperava (7% contracção em vez dos 4.5%), e os seus problemas políticos e sociais. Existem ainda rumores que o Ministro das Finanças espanhol e alemão têm estado a discutir o custo e implicações de um resgate espanhol total de cerca de 300 mil milhões de euros. As notícias sobre este aumento por parte do Ministro das Finanças, influenciou o Euro. Os números do desemprego aumentaram novamente; Existem neste momento 5.7 milhões de pessoas sem trabalho em Espanha, o que corresponde a 24.6% da população. São os números mais elevados desde meados de 1970. O FMI emitiu um relatório ordinário, sobre a situação financeira e económica da Espanha, onde se afirma que a Espanha enfrenta uma perda potencial que corresponde a uma década de crescimento, com previsões de uma crise que irá durar pelo menos mais 18 meses. É esperado uma descida do PIB espanhol em 1.7% em 2012 e ainda 1.2% em 2013. É esperado para 2014 um crescimento de 0.9%. O regulador italiano do mercado de acções prolongou a proibição de venda a descoberto de acções financeiras até 14 de Setembro, proibição esta que tinha sido já implementa na segunda-feira e supostamente acabaria esta noite. Longe da zona Euro, a economia americana crescer 1.5%, o que corresponde a menos 2% do que previsto, correspondendo, no entanto, às expectativas mais recentes. É sinal que a recuperação nos EUA está a acalmar, estando também a economia americana pressionada pelos problemas económicos da zona Euro.
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26 de JulhoMario Draghi, presidente do BCE, discursou hoje numa conferência de investimento internacional realizada em Londres. Afirmando que acredita que o Euro é “irreversível” disse ainda que: “ No decurso do nosso mandato, o BCE está preparado para fazer tudo aquilo que seja necessário para preservar o Euro”. Acrescentando ainda que os custos dos empréstimos governamentais serão inseridos no escopo do BCE se isso interferir com a transmissão da política monetária O discurso foi considerado pelos analistas e especialistas como sendo significativo, indicando que o BCE talvez esteja preparado para avançar e tomar medidas contra a crescente desvalorização das obrigações espanholas e italianas se isso puser em perigo a política monetária do BCE, comprando directamente obrigações, por exemplo. Os mercados reagiram e as obrigações espanholas a 10 anos desceram dramaticamente situando-se novamente abaixo da marca dos 7% com o indicador italiano equivalente a cair também fortemente para baixo dos 6%.
A Grécia terá de esperar até Setembro para conhecer os resultados da avaliação da Troika agora em curso. Os resultados apenas serão disponibilizados quando a Troika regressar a Atenas em Setembro para as conversações finais. Entretanto, o presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, esteve hoje em Atenas para se encontrar com o Primeiro-Ministro Grego, Antonis Samaras. Esta é a sua primeira visita a Atenas desde o início da crise da dívida grega, em 2009. Barroso enfatizou o facto de a Grécia não “estar sozinha” sendo um “membro do Euro e nós queremos que assim continue a ser”. Anunciou também uma proposta para a criação de uma união bancária na Zona Euro a ser concretizada no início de Setembro, e que irá “depender do BCE”. O presidente da Comissão europeia fez também eco do discurso de Mario Draghi dizendo que “Iremos fazer tudo o que for necessário para assegurar a estabilidade financeira na área do euro”.
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25 de Julho Dados sobre o segundo semestre da economia do Reino Unido foram hoje divulgados, tendo sido piores do que esperado. Uma contracção de cerca de 0.2% era esperada pelos mercados, mas o departamento de estatísticas nacionais divulgou hoje uma contracção de 0.7% (a estatística final está sujeita a revisão). As notícias chocaram analistas não só no Reino Unido e na Europa, mas em todo o Mundo. A queda configura a maior descida na perspectiva trimestral do Reino Unido desde o primeiro trimestre de 2009. O Chanceler britânico emitiu um comunicado formal admitindo que os dados eram “decepcionantes” e que o Reino Unido tem “problemas económicos profundos”. No passado, os líderes britânicos foram conhecidos como aqueles que apontavam o dedo à zona Euro como causa dos problemas económicos do Reino Unido, mas a maioria dos analistas concorda que os números de hoje mostram que a economia do Reino Unido está com dificuldades por sua própria culpa. Estas notícias conduziram à descida da libra em relação ao dólar e ao euro.
As obrigações de tesouro espanhol a 10 anos desceram quase 23 pontos hoje na sequência das notícias segundo as quais o membro austríaco do Banco Central Europeu, Ewald Nowotny, apoia a ideia de que ao ESM deve ser concedido uma licença bancária. Isto permitiria que o ESM possa controlar e influenciar os seus recursos de 500 mil milhões de Euros através do Banco Central Europeu, aumentado a sua força e permitindo que tenha um papel mais activo em estabilizar a Espanha e a Itália. O Ministro das Finanças espanhol e francês, Luís de Guindos e Pierre Mocovici respectivamente, emitiram hoje um comunicado em conjunto, segundo o qual os mesmos afirmam que “acreditam que o nível de juros actual que prevalece nos mercados de dívida soberana não reflecte os fundamental da economia espanhola, o seu potencial de crescimento e a sustentabilidade da sua dívida pública”. Também pediram que os colegas implementassem as decisões tomadas na reunião da UE, em particular no que diz respeito à União bancária. Pode fazer download do comunicado aqui. Na Grécia, na sequência de críticas por parte da Troika e de uma visita inesperada do Presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso, na semana que a Grécia terá de entregar um plano de cortes adicionais no valor de 11.5 bilhões de Euros para 2013/2014, o primeiro ministro grego, Antonis Samaras, anunciou que o respeitado banqueiro Yiannis Emiris foi nomeado para liderar o programa grego de privatização e que o ATEbank, iria ser vendido como parte do programa. A Grécia concordou com a Troika no sentido de ter que angariar 19 mil milhões de euros em receitas mediante o seu programa de privatização. No entanto, o programa tem estado parado há algum tempo.
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24 de JulhoDe um dia para outro, a agência de especulação Moodys, ameaçou baixar o rating de três dos países da zona Euro classificados como AAA: Alemanha, Holanda e Luxemburgo, aumentando assim o risco de saída da Grécia da zona Euro o que “provocará uma cadeia de choques no sector financeiro”, que poderá potencialmente levar ao desacelerar da zona Euro. Os três países têm agora um outlook negativo. O comunicado oficial da Moody’s encontra-se disponível aqui. O ministro Alemão e, também, o Eurogroup, responderam ao comunicado do Moodys, garantindo que a Alemanha permanecerá a principal “âncora” da Europa, tendo Jean-Claud Juncker, presidente do Eurogroup, reiterado o “compromisso sério de garantir a estabilidade da Zona Euro no seu todo” . Como consequência, o valor das obrigações de tesouro alemão a dez anos desceu ligeiramente, aumentando os juros para 1.26%, uma subida de 0.087%. Continua, ainda assim, garantidamente mais baixo do que o equivalente espanhol e italiano que permanecem elevados com as obrigações a atingir um novo record máximo de 7.601% e as obrigações do tesouro italiano a serem negociados acima dos 6.5%. A Espanha conseguiu vender 3 mil milhões de Euros de dívida de curto prazo de 3 e 6 meses, mas a juros mais elevados. Em Março deste ano, a Espanha conseguiu emitir dívida de obrigações de tesouro com juros abaixo de 1%. Já hoje paga 3.7%. Tal muito tem a ver com a situação em que se encontra a Espanha, relembram os especialistas; o resgate bancário parece ser insuficiente, existem problemas de financiamento nas regiões autónomas o que está a colocar pressão no valor e capacidade de crédito espanhol e o aumento das medidas de austeridade está a piorar a recessão, comenta Nicholas Spiro da Estratégia Soberana Spiro, um especialista e analista muito conceituado e respeitado. Os CDSs espanhol também subiram uns 10 pontos adicionais desde ontem, de 630 para 640. Agora custaria 640.000,00 Euros para garantir 10 milhões de euros referentes ao tesouro espanhol a 5 anos. (veja o nosso post datado de 23 Julho). Isto é 65 pontos mais elevado que os CDSs irlandeses e a Irlanda já foi excluído dos mercados, levando-a a um resgate. Para mais informações sobre o CDSs na crise da zona Euro, pode fazer download de cópia do nosso update datado de 6 de Março de 2012. Na Alemanha, há indícios do um consenso político que, caso Grécia necessite de outro resgate, será pouco provável que a Alemanha disponibilize o seu apoio. Líderes dos partidos de coligação da Chanceler Ângela Merkel, (a União Social Cristã e o Partido Liberal Democrata) ambos disseram que a Grécia “pode mesmo ter que sair”. Outros políticos também se pronunciaram. A Troika está neste momento em Atenas a rever o progresso da Grécia no que diz respeito ao programa financeiro e os comunicados oficiais que antecedem o relatório, não são encorajadores. A Grécia encontra-se longe de tais metas, como afirmou um dos responsáveis, em parte por causa do atraso em tomar medidas devido às eleições e em parte por causa da economia da Grécia, que, segundo o que se espera, deverá diminuir em 7% este ano, em vez dos 5% previstos. Dados PMI divulgados pela Markit, mostram que o sector privado está a diminuir outra vez este mês. Isto inclui a descida do sector alemão de manufacturação e serviços, os quais desceram ligeiramente, e com maior rapidez do que o esperado ao mesmo tempo que a economia no seu geral continua a desacelerar.
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23 de JulhoPor entre notícias de que as regiões autónomas espanholas poderão necessitar de ajuda financeira adicional, as obrigações espanholas a 10 anos atingiram o seu valor mais elevado chegando aos 7% enquanto as swaps de crédito espanholas subiram de 603 para 630 pontos base. Isto significa um custo de 630,000 Euros por ano para garantir 10 milhões de Euros de obrigações espanholas a 5 anos. Para mais informações sobre swaps de crédito no contexto da crise da zona euro, poderá fazer o download de uma cópia da nossa actualização de 6 de Março de 2012, aqui. Murcia e Valencia procuram agora ajuda financeira, e é expectável que outras regiões lhe sigam o exemplo, possivelmente as duas maiores; Cataluña e a Andalucia. O ministro da economia espanhol Luís de Guindos, ao discursar numa audiência parlamentar, apelou à acalmia dos mercados confirmando que a Espanha não terá de recorrer a um resgate financeiro “total”, uma vez que a sua capacidade de crescimento fará com que não tenha de recorrer a um resgate financeiro. O ministro da economia alertou ainda para a “fatiga do resgate financeiro” que se começa a notar, dois anos depois de o primeiro resgate financeiro grego ter sido acordado. Os especialistas alertam ainda para o facto de um resgate total a Espanha poder ser significativamente maior que os resgates financeiros anteriores devido à dimensão da economia espanhola. Um resgate a Espanha, colocá-la-ia fora dos mercados entre dois a seis anos, e teria um custo estimado entre 300 e 400 milhões de euros. Em contraste com esta situação as obrigações alemãs a 10 anos atingiram hoje um novo recorde mínimo, sendo negociadas a 1.126% tendo a Alemanha também lucrado 2.7 milhões de euros com venda de obrigações a 2 anos, a uma taxa de juro de -0.054%; atingindo-se aqui também um novo recorde mínimo. Os mercados reagiram mal a estas notícias tendo-se registados quedas acentuadas em todos os mercados financeiros da Zona Euro. Numa tentativa de acalmar a situação, a Itália impôs uma proibição da venda de acções em “short selling” (o que significa: vender acções quando estas nem foram ainda adquiridas) em bancos e seguradoras até ao final da semana enquanto a Espanha impôs uma proibição geral de venda de acções durante três meses. Verificou-se uma ligeira retoma nos mercados mas o Euro afundou-se numa nova série de baixas por entre outros acontecimentos incluindo uma descida de 1% contra o Yen. A Agência de Rating Fitch noticiou hoje que o número de países com “uma previsão de crédito negativo” quase duplicou este ano, passando de 10.3% para 19.8%. E alertou ainda para o facto de que os “novos choques na Zona Euro” estenderam o seu efeito à recuperação da economia global ao longo dos últimos seis meses.
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19 de JulhoHoje o Bundestag Alemão aprovou o resgate espanhol com 473 votos a favor, 97 contra e 13 abstenções. Os membros foram chamados para estar presentes, apesar do parlamento se encontrar de férias para votar no assunto. A Alemanha irá garantir 29 mil milhões de Euros em fundos, a maior parte do resgate de 100 mil milhões de euros aos bancos espanhóis. Apesar de ganhar a votoação, Angela Merkel perdeu a sua “maioria simbólica de chanceler “ (a maioria que está praticamente garantida se os membros da coligação votarem todos favoravelmente) pela terceira vez consecutiva no que diz respeito a um assunto da zona Euro – apesar de ter feito referência que não houve a votação de 37 membros que ou estavam de férias ou não conseguiram estar presentes a tempo e horas. A Espanha vendeu hoje praticamente 2.9 mil milhões de Euros em obrigações de tesouro a curto prazo apesar de as taxas serem elevadas e, nalguns casos, consideradas “proibitivas” segundo alguns especialistas. A resposta do mercado ao leilão foi a descida do Euro e a subida dos juros das obrigações do tesouro espanhol a 10 anos para acima dos 7%, atingindo os 7.02%. A Espanha deverá assinar o acordo oficial de resgate para o seu sector bancário amanhã. A Itália aprovou hoje, por maioria, o Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira. O Mecanismo está a aguardar ratificação por parte de vários países (designadamente a Alemanha) antes de poder entrar em vigor.
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18 de JulhoNa Grécia, os ministros ainda não conseguiram encontrar a totalidade dos 11.5 mil milhões de euros de cortes adicionais, necessários para colocar o programa de resgate num bom caminho. Até agora, o governo de coligação acordou em cortes no valor de apenas 8.1 mil milhões de euros. As negociações deverão continuar nos próximos dias até o regresso da Troika a Atenas, a 24 de Julho, para confirmar que o programa está a ser cumprido. A economia, que piorou e está a piorar, tanto na Grécia como em quase toda a Zona Euro, torna difícil atingir as metas estipuladas há vários meses. Sem o selo de aprovação por parte da Troika, a Grécia não estará em condições de ser elegível para a próxima tranche de fundos de resgate. O governo grego quer evitar cortes nos salários e pensões (o rendimento disponível na Grécia desceu, numa média de 40% nos últimos dois anos) ou aumentar ainda mais os impostos, mas pode não ter outra alternativa. A economia da Espanha continua com dificuldades tal como mostram os dados económicos publicados hoje pelo Banco de Espanha, segundo o qual o ratio dos maus empréstimos na folha de balanço do banco subiu de 8.72% em Abril para 8.95% em Maio este ano. Os depósitos bancários caíram em 5.75% em comparação com o ano passado e os preços de casas caíram em 8.3% no segundo trimestre deste ano. Os juros das obrigações do tesouro espanhol a 10 anos atingem novos limites perigosos, na ronda dos 7%, mais especificamente em 6.94% hoje, tendo o ministro das Finanças da Grécia, Wolfgang Schauble, repetido que a Espanha tem que permanecer totalmente responsável pelo resgate recebido pelo seu sector bancário. Entretanto, mais uma vez, a rendibilidade das obrigações do tesouro dos países supostamente seguros, tal como Alemanha, França e Áustria, caíram para novos records com a Alemanha a vender 4 mil milhões de Euros em obrigações do tesouro a dois anos com juros negativos negativos (o que significa que os investidores estão preparados a pagar mais do que o valor aparente da obrigação). Os especialistas alertam para o facto deste desta situação ser sinal de uma má gestão da crise, sintoma de fracasso da economia no seu todo na medida em que os investidores tentam procurar algo seguro para investir. Os especialistas alertam ainda que os países da zona Euro estão a ser deixados de lado; com um grupo a aproveitar o baixo custo dos empréstimos, baixo desemprego e um crescimento económico positivo e com outro grupo a esforçar-se para ter acesso aos mercados financeiros, vendo o seu desemprego a aumentar, tudo provocando uma recessão. O resultado consiste no facto de o primeiro grupo (o “centro” da zona Euro) sentir menor urgência para solucionar os problemas, problemas esses que estão a incapacitar o outro grupo (a “periferia”). O FMI publicou hoje um relatório sobre o estado da crise na zona Euro. Apresenta uma análise interessante, da situação e faz um apelo para um “movimento convincente e concertado em direcção a uma União Económica e Monetária (UEM) mais completa” e um “roteiro credível em direcção a uma união bancária e integração fiscal”. Recomenda ainda uma maior intervenção e acção por parte do Banco Central Europeu. Em particular: (i) mais reduções das taxas de juro; (ii) introdução de alguma forma de alívio quantitativo; (iii) mais aquisições de SMP – programa de compra de títulos soberanos no mercado secundário; (iv) novas operações de liquidez do tipo das LTRO a 3 anos. O relatório completo encontra-se disponível aqui.
No Reino Unido, o escândalo do Libor continua, com importantes figuras do sistema financeiro (incluindo o governador do Banco de Inglaterra, Sir Mervyn King) em risco de despedimento. O caso tem causado agitação do outro lado do Atlântico, nos EUA, bem como na Europa. O Presidente da Reserva federal norte-americana, Ben Bernanke foi questionado nos últimos dois dias pelo Senado em relação a posição e papel do sector bancário americano no escândalo. Confirmou que, desde que o caso surgiu em abril 2008, “o FED iniciou uma investigação, e tornou-se claro que o sistema Libor apresentava “erros estruturais”. O Banco Central Europeu está também a pressionar os políticos a reformular o sistema de fixação de taxa na sequência do escândalo do Libor. As mudanças poderão incluir alterações na base de cálculo da taxa que, actualmente, utiliza as avaliações dos seus bancos em relação ao que esperam que seja cobrado, para um modelo de empréstimo efectivo. O Banco Central Europeu poderia ter um papel de supervisor. A taxa Euribor foi introduzida em 1999 juntamente com o Euro. Os especialistas reconhecem que seria muito mais difícil manipular a taxa Euribor do que a taxa Libor uma vez que estão mais bancos envolvidos e não há indicações, por enquanto, de qualquer tipo de manipulação de taxas. O escândalo do Libor é a mais recente turbulência na zona Euro e o mais desenvolvimento na crise mundial.
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17 Julho A quarta revisão do Programa de ajuste económico para Portugal (o Programa) foi divulgada hoje. A Troika (a Comissão Europeia, a União Europeia e o Banco Central Europeu) concluiu que “Enquanto o programa de implementação permanece essencialmente no seu todo sólido, houve um aumento dos riscos nos passados meses”. O FMI também emitiu o relatório da sua quarta revisão de Portugal hoje, ao abrigo do fundo EFF. Também considerou que Portugal estava a caminho da recuperação, afirmando: “O forte programa de implementação das autoridades, apesar do ambiente difícil na zona euro é louvável, e há sinais de ajustamento nas contas orçamentais e externas. Tendo em conta os desafios assustadores que Portugal ainda enfrenta, será importante manter o compromisso em relação a políticas fortes e reformas estruturais para manter um crescimento sustentável, realizando especialmente reformas de mercado e reformas laborais, para reforçar a dinâmica da divida e reconquistar o acesso ao mercado”. Numa perspectiva global, a recuperação de Portugal está no bom caminho, sendo possível efectuar o próximo pagamento de financiamento em cerca de 4 bilhões de Euros. Pode fazer download de cópia do relatório da Troika aqui e do relatório do FMI aqui. Para um sumário da terceira revisão do programa, pode fazer download de cópia do nosso PLMJ guide “A recuperação de Portugal” aqui. Mantenha-se atento ao sumário da quarta revisão do programa, que estará brevemente disponível.
Obrigações de tesouro em países de “porto seguro” continuam em queda com as obrigações de tesouro belga a ter um novo record de 2.53%. Especialistas vêem isto como sinal de quão turbulento e vulnerável se encontram os mercados neste momento; Em Novembro deste ano, quando a Bélgica foi incapaz de formar um governo e o futuro político encontrava-se instável, estava a pagar 6% nas suas obrigações de tesouro a 10 anos – isso é o mesmo que a Itália está a pagar neste momento. Menos de um ano mais tarde, e agora com um Governo estável, investidores querem investir na sua dívida soberana a taxas muito mais reduzidas. A Espanha conseguiu vender 3.56 mil milhões de Euros em dívida esta manhã com obrigações de tesouro a 12 meses a juros em média de 3.818%, ao invés dos 5.047% em Junho. Na Grécia, o Governo está com dificuldades em encontrar cerca de 11.5 mil milhões de Euros em cortes de despesa e aumento de impostos para 2013 e 2014, necessários para pôr o programa financeiro no bom caminho. Há rumores de um empréstimo temporário poderá estar em discussão.
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16 de JulhoO FMI reviu em baixa as suas previsões para a economia no Relatório da Previsão Económica Mundial. O relatório alerta para a degradação das condições económicas mundiais nos últimos meses, continuando no entanto, com previsões optimistas baseadas na presunção de que os líderes europeus irão encontrar uma solução para a crise. O Reino Unido, em particular, foi penalizado, sofrendo a sua economia um downgrade mais severo do que outras economias desenvolvidas. O FMI prevê agora que a economia britânica cresça apenas 0.2% (em vez de 0.8%) este ano. A nível global, o FMI continua a prever uma contracção de 0.3% para a economia da Zona Euro, tendo revisto em baixa a sua previsão para 2013, prevendo inicialmente um crescimento de 1.1% prevê agora que este seja apenas de 0.9%, e alerta para a necessidade de os líderes da Zona Euro chegarem a um consenso sobre a resposta a dar à crise da Zona Euro, de forma a evitar que o abrandamento no crescimento seja ainda maior. Para a economia mundial, o FMI prevê agora um crescimento de 3.5% para 2012 (abaixo dos 3.6% inicialmente previstos) e um crescimento de 3.9% para 2013 (abaixo dos 4.1% inicialmente previstos). No seu relatório WEO, o FMI destaca cinco pontos cruciais para relançar a economia da Zona Euro, cuja crise representa uma grande ameaça para a economia mundial. Destaca-se o seguinte no relatório: Um compromisso credível no que respeita a uma união monetária robusta e completa. Pondo em marcha um mecanismo de supervisão unificado, a cimeira Europeia lançou a primeira pedra para a construção de uma união bancária. É no entanto necessária a criação de outros mecanismos tais como a criação de um fundo de garantia europeu e um mecanismo de resolução de litígios bancários, com uma base comum. A viabilidade da união monetária deve ser assegurada por amplas reformas estruturais na Zona Euro para aumentar o crescimento e resolver os desequilíbrios financeiros nos países da Zona Euro. Proporcionar um suporte e uma gestão adequada da crise é essencial no curto prazo para atenuar o impacto dos esforços de ajustamento que estão a ser levados a cabo pelos países e para manter ordenadas as condições de acesso aos mercados ( tal como foi assumido nas projecções de base). Há espaço para que a política monetária seja ainda mais facilitada O BCE deve assegurar-se de que a sua ajuda monetária é efectivamente transmitida através dos diferentes países, devendo continuar a proporcionar uma ampla liquidez aos bancos através da prática de condições flexíveis. Isto pode obrigar à adopção de medidas não-standartizadas, tais como a reactivação do programa para o mercado de valores mobiliários, LTROs adicionais, com requisitos colaterais mais flexíveis, ou a introdução de questionários para a compra de activos. Devem ser implementados planos de consolidação fiscal na Zona Euro. De um modo geral, deve ser dada mais atenção à consecução dos objectivos fiscais estruturais, e menos aos objectivos nominais que serão muito provavelmente, afectados pelas condições económicas. Os estabilizadores automáticos devem poder actuar nas diferentes economias sem estarem sujeitos à pressão dos mercados. Tendo em conta os riscos em causa, as economias fiscalmente menos vulneráveis devem estar preparadas para implementar medidas de contingência fiscal se esses riscos se materializarem.
Poderá fazer o download de uma cópia do relatório WEO aqui e um sumário do mesmo aqui. O Governo espanhol deu a conhecer um documento no qual explica alguns detalhes sobre o plano de austeridade que lhe permitirá arrecadar 65 milhões de euros. Este plano inclui uma receita de 22 milhões de euros resultante do aumento do IVA e 9.22 milhões provenientes de cortes na despesa. Contudo, há ainda 8.5 milhões de euros ainda por contabilizar, sendo que os protestos nas ruas não param de aumentar, aumentando a pressão a que o Governo está sujeito. Um obstáculo à implementação das reformas necessárias, é a falta de confiança das regiões espanholas na implementação das medidas de austeridade o que pode causar graves prejuízos nessas mesmas áreas. Espanha está obrigada a assinar um memorandum de entendimento, já esta sexta-feira, que lhe permitirá contra com 100 milhões de euros para revitalizar o sector bancário, bastante debilitado. Hoje, os Países baixos venderam obrigações a curto prazo no valor de 1.25 milhões de euros, com uma rentabilidade negativa e o Euro desceu nos mercados em relação à libra pelo terceiro ano consecutivo, provando mais uma vez que os investidores procuram cada vez mais um “porto seguro” para os seus investimentos.
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13 de JulhoO rating da dívida soberana italiana foi desclassificado em dois graus, correspondendo-lhe agora a nota Baa2-, sendo esta uma previsão negativa, apenas duas notas acima do grau de “lixo”. A Moody’s aponta a deterioração da situação económica da Zona Euro verificada nos últimos meses e o enfraquecimento da economia interna italiana como sendo as principais razões para esta descida de cotação. A Moody’s fez saber ainda que “O risco de saída da Grécia tem aumentado, o sistema bancário espanhol irá registar perdas maiores do que aquelas que foram inicialmente previstas e os obstáculos ao seu próprio financiamento são também maiores do que o esperado” . Enquanto as notícias dão como certa a subida das obrigações italianas (as obrigações a 10 anos estavam a ser transaccionadas muito perto da marca dos 6%), a Itália prepara-se para vender hoje cerca de 5,25 milhões de euros de dívida. De facto, a media das obrigações está actualmente abaixo das vendas anteriormente registadas e o rácio de cobertura das propostas está a subir ligeiramente, com alguns analistas a sugerir que este é outro sinal de que os mercados estão a tornar-se insensíveis aos custos dos ratings de crédito. O ministro da indústria italiano, Corrado Passera, não perdeu a oportunidade de tecer críticas à Moody’s pela descida a que sujeitou a dívida soberana italiana, afirmando que esta descida é “ completamente injustificada e enganosa” . O lobby industrial Italiano Confindustria, prevê que a economia Italiana recue cerca de 2.4% este ano. O partido PDL (iniciais inglesas para: People of Freedom), o partido politico do bem conhecido ex-primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, confirmou hoje que este será seu candidato às eleições a realizar no ano que vem, altura em que ocorre o fim do mandato de Mario Monti. O Sr. Berlusconi renunciou ao cargo de primeiro-ministro em Novembro de 2011. Em Espanha, mais manifestações, ainda que menos violentas, tiveram hoje lugar em frente ao edifício dentro do qual o Governo espanhol aprovava as medidas de austeridade que lhe permitirão poupar cerca de 65 milhões de euros, e que foram anunciadas ontem. O Governo aprovou também um conjunto de medidas para o terceiro e quarto trimestres deste ano, medidas essas que incluem a liberalização da rede ferroviária estatal e de companhias aéreas e rodoviárias. As Reformas irão incluir ainda a aprovação de um novo regime legal para a administração local e uma revisão do sistema nacional de pensões. Ao mesmo tempo, o EFSF publicou um conjunto de FAQs bastante útil, respeitantes ao resgate espanhol. Poderá fazer download de uma cópia desse documento aqui, apenas disponivel na versão inglesa. Para mais informações sobre o resgate financeiro espanhol, poderá consultar uma cópia da nossa Actualização, aqui. A Grécia, depois dos primeiros dias de avaliação, os representantes da Troika fizeram saber que, tal como se temia e esperava, a Grécia não atingiu a maioria dos objectivos do seu programa; 210 de entre os cerca de 300 objectivos propostos, não foram alcançados. Os representantes não completaram ainda a avaliação sendo esperada uma declaração oficial final sobre esta avaliação para a próxima semana.
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12 de JulhoEm França, a Peugeot Citroen anunciou a extinção de 8,000 postos de trabalho e o encerramento de uma fábrica em França, justificando esta restruturação com a queda acentuada do crescimento na Zona Euro, prevendo que o mercado europeu de automóveis recue este ano em cerca de 8%- a juntar aos 23% que já recuou desde 2007. O ministro da Segurança Social Francês respondeu ao anúncio destas medidas dizendo que o país “não pode aceitar” essas medidas e como tal perito indicado pelo Estado será chamado para examinar e avaliar a situação. O Governo Francês injectou cerca de 4 milhões de euros na empresa, nos últimos anos, e como tal entende que deve ter uma palavra a dizer sobre a estratégia da empresa e sobre o modo como os trabalhadores serão afectados. As acções da Peugeot subiram 3% desde o início da cessão, numa reacção ao anúncio destas medidas. O ministro da economia espanhol, Luis de Guindos, afirmou que o Fundo de Restruração da Banca (FROB) irá precisar de 62 milhões dos 100 milhões de Euros disponíveis nos fundos do resgate financeiro, com quatro bancos, nos quais se incluem o Novagalacia e o Bankia, absorvendo a maior parte desses montantes. A Finlândia juntou-se à lista dos países que viram os rendimentos da sua dívida soberana pisar terrenos negativos. Juntando-se assim à Alemanha, Suíça, Aústria e Dinamarca cujos investidores começam a ficar nervosos com o futuro da Zona Euro. Um rendimento negativo significa que os investidores estão dispostos a pagar mais do que o valor facial das obrigações, deixando de lado a possibilidade de obtenção de quaisquer ganhos, encarando as obrigações como um “porto seguro” e não como um investimento (gerador de lucros). O FMI anunciou que não está preparado para renegociar um novo pacote de medidas com a Grécia, depois das conversações inicias que manteve com o Governo grego o FMI fez saber que existem uma série de atrasos na inplementação das medidas do resgate financeiro, em várias áreas. O novo ministro das finanças Grego, foi recebido num sem efusão no encontro do Eurogrupo realizado ontem, sendo ainda alvo de acusações por parte do líder do partido Syriza – maior partido da oposição – que criticou a atitude do ministro da reunião do Eurogrupo, acusando-o de “não pedir nada” no encontro. Yannis Stournaras confirmou que não irá fazer qualquer pedido para que o programa volte a ser executado de forma correcta antes da verificação das concessões prometidas. De acordo com os especialistas, o anúncio, feito ontem, de 65 milhões de Euros de poupanças decorrentes das novas medidas de austeridade impostas a Espanha, ao qual se seguiram violentos protestos, as notícias de hoje sobre a extinção de 8.000 postos de trabalho em França e o novo recorde da taxa de desemprego Grega, que atingiu os 22.5% (em Abril), parecem, mais uma vez, acentuar as consequências das medidas que não promovem o crescimento que estão a ser promovidas na Zona Euro. O Euro caiu em relação ao dolar , atingindo um novo record, o maior dos últimos dois anos, sendo transaccionado ao USD 1.2172, enquanto o mercado continua deprimido.
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11 de JulhoO Primeiro-Ministro espanhol, Mariano Rajoy, anunciou hoje novas medidas de austeridade que irão representar um acréscimo de 65 milhões de euros, medidas essas que se justificam pelo conjunto de condições que Espanha necessita de reunir para que possa receber o prometido resgate financeiro de 100 milhões de euros. Em conferência de imprensa o Primeiro –Ministro descreveu o acordo como “satisfatório” mas não deixou de frisar que Espanha está a sofrer “a segunda maior recessão da sua história” . 35 milhões de euros será o valor do corte a operar nos gastos públicos através de um conjunto de medidas, incluindo cortes nos funcionários dos governos locais. Os funcionários públicos vão perder as suas remunerações de 13.º e 14.º mês que eram pagas, tradicionalmente, no Verão e no Natal. Alguns activos do Estado vão ainda ser vendidos. Mas talvez a medida mais controversa seja a do aumento do IVA na ordem dos 3%, de 18% para 21%, algo que Rajoy recusou sempre, sendo essa uma das bandeiras da sua campanha eleitoral. Esta última ronda de cortes, cujos efeitos serão visíveis apenas dentro de dois a seis anos, foi recebida com cepticismo pelos mercados, com os analistas e especialistas a alertarem para o facto de que estes custos adicionais irão muito provavelmente arrastar Espanha para uma recessão ainda mais profunda. Existem já receios na indústria turística do país, que o aumento do IVA, em particular, provoque um efeito adverso no sector. A Comissão de Turismo Espanhola estima uma perda de cerca de 2 milhões de euros de lucros no sector, como resultado dessa medida. Os mineiros, mostraram-se já contra os planeados cortes nos subsídios em mais de 60% da indústria mineira, tendo-se envolvido em confrontos coma a polícia nas ruas de Madrid assim que saíram as primeiras notícias sobre as medidas de austeridade adicionais. Os mercados, contudo, reagiram positivamente às notícias, o que provocou uma descida da dívida espanhola a 10 anos do limite de 7% para os 6.83% e 6.69%.
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10 de JulhoDurante a noite, os ministros das finanças da Zona Euro, reunidos em Bruxelas, chegaram a acordo relativamente ao plano de resgate para a banca espanhola. Foram tomadas duas importantes decisões: (i) disponibilizar 30 milhões de euros para empréstimos imediatos aos bancos espanhóis (ii) flexibilizar a meta do deficit espanhol, concedendo mais um ano para que coloque o seu deficit abaixo dos 3% do PIB de acordo com o limite estabelecido para a Zona Euro. Espanha terá de controlar o deficit de 6.3% verificado em 2012 (que está acima do limite dos 5.8%) e atingir os 4.5% em 2013. De seguida, o deficit deverá baixar para os 2.8% em 2014, um ano depois do permitido pelas regras da Zona Euro. Ainda não é claro o modo como e sob que condições estes fundos serão disponibilizados e, talvez mais importante, será saber se Espanha continua a registar perdas. Os ministros das finanças de vários países da Zona Euro emitiram declarações contraditórias sobre este tema. Espanha será obrigada a cumprir um número de condições para receber o financiamento, incluindo a diminuição da despesa pública públicos e outras medidas de austeridade (como a subida dos impostos e o aumento da idade de reforma). O país será ainda sujeito a inspecções trimestrais e escrutínio da Autoridade Bancária Europeia. O programa deverá ter a duração de 18 meses e o memorandum de entendimento deve ser assinado a 20 de Julho. A dívida espanhola respondeu de forma positiva a estas notícias, resultando numa diminuição dos juros da dívida a baixar de 7.17% para 6.88%. Entretanto, o ministro das finanças irlandês Michael Noonan, afirmou que o resgate irlandês deverá ser revisto à luz das condições que foram estabelecidas para o resgate espanhol e modificado com efeitos retroactivos. O novo ministro das finanças grego, Yannis Stournaras, reiterou que a Grécia necessita de pôr em andamento o seu plano de resgate antes de poder pensar em concessões. O primeiro-ministro tecnocrata italiano, Mario Monti, anunciou hoje que não pretende candidar-se depois do fim do seu mandato em 2013. Esta notícia veio abalar os mercados. Mario Monti é tido como o grande impulsionador de estabilidade na economia italiana. Jean-Claude Juncker anunciou que pretende manter-se como presidente do Eurogrupo, após o termo do seu mandato, que termina já no próximo dia 17 de Julho. Ele poderá, no entanto, ser substituído antes do final do ano pelos ministros das finanças alemão e francês, Wolfgang Schäuble e Pierre Moscovici num acordo partilhado que deseja ver Alemanha a ocupar esse papel nos primeiros 30 meses e a França no período restante (para um prazo de 5 anos). Esta notícia aguarda ainda por confirmação. O Tribunal Constitucional Alemão reuniu-se hoje, em Karlsruhe, para dar início à discussão sobre a legalidade do MSE. 12,000 cidadãos germânicos peticionaram a fiscalização da constitucionalidade do MSE e do Pacto fiscal por entenderem que os mesmos restringem o modo como é gasto o dinheiro dos contribuintes. É expectável que o Tribunal emitia uma decisão antes no final do mês. Wolfgang Schäuble advertiu o tribunal para as “sérias consequências” e para “o considerável atraso do ;SE, cujo início está previsto para este mês de Julho, que uma decisão desfavorável daquele tribunal pode acarretar, causando incerteza nos mercados, mesmo para além do mercado alemão, e uma substancial perda de confiança na capacidade da zona euro para tomar as decisões mais acertadas dentro de um prazo razoável”. O Banco de Portugal reviu hoje, ligeiramente em alta, as suas previsões económicas, de um abrandamento de 3.4% para os 3%; continuando a prever uma forte quebra para este ano e um crescimento frágil para 2013.
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9 de JulhoNa noite passada, o novo Governo grego conquistou um importante voto de confiança, após um fim-de-semana de debate, onde o programa de resgate financeiro Grego foi tema dominante. Os novos Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças gregos têm alertado o Governo grego e a população que será impossível renegociar os termos do resgate, enquanto a Grécia se mantiver incumprimento das obrigações assumidas no plano de resgate. No âmbito interno, o recente Ministro do Trabalho, Nikos Nikolopoulos, demitiu-se do cargo em protesto, explicitando que é sua convicção, a renegociação com a Troika tal como os ajustes nas relações laborais, pensões, segurança social e em matérias relacionadas com a saúde teriam de ter sido postas claramente em cima da mesa de negociações, e em consequência tornara-se impossível desempenhar o seu papel de Ministro. Os Ministros das Finanças da Zona Euro estão reunidos em Bruxelas para uma sessão do Eurogroup, que irá sobretudo discutir a implementação das decisões tomadas pelos vários líderes na recente reunião da UE (ver o nosso update datado de 29 Junho aqui, designadamente, as medidas de resgate do sector bancário espanhol, se se deverá rever as medidas do plano financeiro de apoio ao sector bancário irlandês e a situação na Grécia. O Presidente do BCE, Mário Draghi, dirigiu-se ao Parlamento Europeu com uma avaliação positiva do progresso que está a ser realizado para resolver a crise até ao momento. A respeito de Portugal, disse: “Em Portugal, o programa de implementação mantém-se estável e têm sido feitos avanços importantes na área do mercado de trabalho, imobiliário, o quadro geral de concorrência, no sistema judicial e no sector dos transportes. As autoridades portuguesas mantêm-se totalmente comprometidas em atingir o objectivo fiscal deste ano”. A declaração encontra-se disponível aqui. Tanto a Alemanha como a França venderam a sua dívida com um juro negativo, querendo isto dizer que os mercados se encontram preparados para lhes pagar com vista a terem títulos de dívida pública; um claro sinal do nervosismo dos mercados. Em claro contraste, hoje, as obrigações de Espanha mantêm-se acima da marca dos 7%.
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6 Julho O FMI anunciou hoje que estava a preparar uma revisão em baixa em relação a algumas das suas previsões este mês devido aos dados económicos deteriorados por parte das grandes economias mundiais e países emergentes. Os juros das obrigações do tesouro espanhol a 10 anos voltaram hoje a estar acima dos 7% e os da Itália permaneceram acima dos 6% na sequência do fracasso dos mercados em colaborar com os esforços de ontem por parte do BCE. O Governo Italiano revelou hoje novos cortes no sector público, incluindo cortes ao nível dos funcionários do sector público, num montante de 26 mil milhões de euros. A Itália está à frente do Reino Unido e dos Estados Unidos em termos de ajustamento da dívida pública, segundo o Banco Berenberg. A dívida de Itália em cerca de 88% de PIB (2011) é similar aos 86% de PIB (2011) do Reino Unido e muito inferior aos 103% do PIB (2011) dos Estados Unidos. A Itália está este ano a caminhar de encontro ao objectivo dos 3% de deficit orçamental da zona Euro enquanto o Reino Unido está actualmente em 8.3% e os Estados Unidos em 9.6%. Em Portugal, o Tribunal Constitucional determinou que os planos do Governo em eliminar o subsídio de férias e de Natal aos funcionários do sector público são inconstitucionais, uma vez que violam o princípio de igualdade entre os funcionários do sector público e do sector privado.
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5 JulhoHoje, os representantes do novo governo grego e os representantes da Troika reuniram-se pela primeira vez, em Atenas, para negociarem alterações ao programa de resgate financeiro grego. Este é o primeiro de muitos encontros que se irão realizar nas próximas semanas, procurando aferir quão atrasado se encontra o cumprimento do plano resgate grego e se podem ser realizadas algumas concessões para mitigar os rigorosos efeitos da austeridade decorrentes do programa de assistência financeira. Prolongar o prazo do programa e diluir a exigência dos próximos cortes (incluindo os cortes ao salário mínimo), encontra-se, naturalmente, no topo da lista dos desejos do povo grego. Hoje, a Irlanda regressou aos mercados da dívida pública, pela primeira vez, desde o início da sua crise financeira. Vendeu o valor de 500 milhões de Euros em dívida a três meses, com uma taxa de juro a rondar os 1.8%. Trata-se de um juro superior ao juro da divida pública a 10 anos do Reino Unido e Alemanha, mas bastante inferior ao equivalente de Espanha na semana anterior (2,4%). Tratando-se de boas notícias para a Irlanda, é apenas um pequeno passo para uma longa recuperação. O deficit fiscal do ano passado foi de 13% PIB e as previsões apontam para uma estagnação económica, este ano. O Banco de Inglaterra anunciou hoje um reforço da quantia do seu orçamento flexível, em mais 50 mil milhões do PIB, perfazendo um total de 375 mil milhões. A medida é a mais recente tentativa para relançar a economia britânica, mas tem sido alvo de algumas críticas por parte dos analistas, visto incrementar o risco de futura inflação e afectar pensões. O BCE anunciou uma descida da taxa de juro da Eurozone em 25 pontos base, levando a um novo record de 0.75%. O movimento surge como resposta à “fraca renovação de crescimento económico”, nos últimos três meses, declarou o Presidente do BCE, Mário Draghi. Entretanto, os juros da dívida Italiana a 10 anos ultrapassaram a barreira dos 6% e a dívida Espanhola para o mesmo período a ser negociada novamente acima dos 6.8%.
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4 JulhoHoje, a declaração da Troika relativa ao Chipre foi tornada pública. Os analistas prevêem que a quantia do resgate será provavelmente mais elevada que o valor inicialmente previsto de 10 mil milhões de Euros. O valor total estimado estará, assim, entre os 10 mil milhões e 16 mil milhões de euros. Entretanto, a respeito da Grécia, Christine Lagarde, Directora do FMI, disse “Não me encontro, de todo, com disposição para negociar. Encontramo-nos em modo de missão exploratória. Tenho a certeza, que eles terão excelentes resultados a apresentar em diversas áreas”. Em França, o governo anunciou que serão adoptadas novos impostos com vista a conseguir 7,2 mil milhões de euros este ano, metade das quais, provenientes dos bancos, grandes empresas e cidadãos com um património líquido superior a 1,3 milhões de Euros. O governo francês irá também ter em atenção medidas atinentes à redução da despesa pública, designadamente cortes na função pública. Sem a adopção de novas medidas, a França irá falhar a redução do deficit de 5.2% em 2011 para 4.5% este ano.
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2 de JulhoOs mercados financeiros continuam animados e as dívidas espanhola e italiana mantiveram-se em baixa enquanto os mercados financeiros gozam a acalmia que se seguiu à Cimeira da EU. Com a Troika a chegar à Grécia amanhã, o presidente executivo do BCE, Jörg Asmussen, deixou o aviso de que a estagnação política na Grécia tem, feito com que o país se atrase no que diz respeito ao cumprimento do programa financeiro e que “a prioridade do novo Governo da Grécia é a voltar a colocar a execução do plano no bom caminho”. O novo Governo Grego está, no entanto, à espera de obter algumas concessões por parte da Troika, quando esta se encontrar no país, a partir de amanhã, para discutir e avaliar o programa Grego. A deve receber ainda hoje, o milhão de Euros que se encontrava “perdido”, e que corresponde à última tranche do resgate financeiro.
A Finlândia e a Holanda anunciaram que vão impedir o MES (Mecanismo Europeu de Segurança) de comprar dívida soberana no mercado secundário (o que pode, por exemplo, ajudar a baixar as dívidas italiana e espanhola). Na Cimeira da EU que teve lugar a semana passada, Angela Merkel sugeriu que os líderes acordassem “condições precisas” nos termos das quais isso seja possível. Parece pouco provável que a Finlândia e a Holanda sejam actualmente capazes de bloquear essa decisão já pensada. Enquanto essa decisão pode, tecnicamente, ser tomada por unanimidade, numa “situação de emergência” apenas será exigida uma maioria de 85% e a Finlândia e a Holanda não conseguirão reunir suficientes votos para bloquear essa maioria. Isto significa no entanto, que nem todos os líderes da Zona Euro estão integralmente satisfeitos com os resultados da Cimeira da semana passada.
O Chipre assumiu oficialmente a presidência rotativa da UE, ontem (1 de Julho). Cyprus officially took over the rotating EU presidency yesterday (1 July). Esta presidência ocorre num momento embaraçoso para o Chipre, com a Troika a chegar hoje ao país, para avaliar o estado das finanças do país depois de este ter emitido um pedido de ajuda financeira a 25 de Junho (veja o que escrevemos sobre esse pedido de ajuda aqui. O montante peticionado está actualmente estimado em 10 milhões de euros (cerca de 50% do seu PIB) segundo a maioria dos especialistas. O resgate é necessário para fortalecer os seus bancos e controlar o deficit das contas públicas do país.
O desemprego na Zona Euro atingiu um novo recorde, chegando aos 11.1% em Maio, acima doa 11% registados em Abril. Este é o valor mais alto alguma vez registado desde a criação do Euro. O desemprego jovem, na Zona Euro, subiu também para os 22.6%
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