Notícia

Francisco Oliveira Martins - um homem bom

16/06/2026
Aquilo que me vem à cabeça, quando penso no Francisco Oliveira Martins é que se trata de um homem bom.

Conheci o Francisco há quase 23 anos quando vim para a PLMJ. Gostei logo dele. Para além da paixão que ambos temos pelo rugby, o que me aproximou do Francisco foi a franqueza com que o Francisco nos falava, a todos, no escritório. Uma franqueza que às vezes podia ser dura, mas nunca, nunca, desrazoável. O Francisco era uma espécie de pai de todos nós, pelo respeito que inspirava, mas também pela proximidade que permitia. Foi um grande advogado, daqueles que os clientes confiam cegamente. Um homem de quem todos gostavam, de bom gosto e de uma inteligência finíssima.

Durante muitos anos almocei com o Francisco diariamente no escritório e ouvi-lhe as histórias deliciosas, nomeadamente dos primórdios do escritório. Soube navegar os tempos e contribuir para que a PLMJ se tenha tornado no que é hoje, e que sempre foi desde o dia em que entrei, uma casa onde o voto dos sócios tem todo o mesmo peso, o que não é nada evidente. Construir uma organização como esta, nesses termos requer uma abnegação e também bondade, muita bondade (duas características partilhadas também pelo Luis Sáragga Leal e pelo José Miguel Júdice).

Deixa-nos um homem bom, sendo que a sua memória perdurará para sempre nesta instituição que fundou e fez crescer.

- Vasco de Ataíde Marques, Sócio da PLMJ

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