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Um recente acórdão do Tribunal Constitucional vem reforçar um princípio essencial: o acesso à justiça não pode ser condicionado por encargos económicos que comprometam a subsistência mínima. Num artigo publicado no Negócios, os advogados da PLMJ Petra Carreira e Tiago Guerreiro analisam o acórdão e deixam algumas pistas sobre o sentido desta decisão.
Os autores sublinham o facto de a decisão declarar inconstitucional a exigência de pagamento de custas — mesmo que faseado — quando isso implique que o interessado fique com um rendimento inferior ao salário mínimo, sublinhando que soluções formais não podem substituir um acesso efetivo aos tribunais.
Mais do que consagrar um direito geral à justiça gratuita, o acórdão estabelece um limite claro: o sistema não pode impor sacrifícios incompatíveis com uma vida digna. Trata-se de um passo relevante no debate sobre as desigualdades no acesso à justiça em Portugal.
Leia o artigo completo para conhecer o enquadramento jurídico e as implicações desta decisão.