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Conselho de Ministros aprova Agenda Nacional da IA e respetivo Plano de Ação (PAANIA)
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2026[1] aprova a Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA) e o respetivo Plano de Ação 2026‑2030 (PAANIA), bem como o seu modelo de governação, posicionando a IA como alavanca para a produtividade, a inovação e a modernização do Estado até 2030.
A ANIA deriva da Estratégia Digital Nacional (EDN) [2] e foi construída através de amplo processo de auscultação pública, envolvendo peritos, academia, empresas (grandes, PME e startups) e toda a Administração Pública, incluindo a Rede de Interlocutores para a Transição Digital e o Comité de Acompanhamento Especializado [3].
O Conselho de Ministros destaca que a adoção acelerada de IA poderá acrescentar entre €18 mil milhões e €22 mil milhões ao PIB, elevando até 2,7 p.p. o contributo da produtividade para o crescimento num cenário de rápida automação e adoção de IA generativa.
A ANIA pretende transformar a inovação em valor público tangível — salários mais elevados, serviços públicos mais eficientes e maior qualidade de vida — com foco num uso de IA ético, seguro e responsável e alinhado com os padrões europeus.
A estratégia assenta em seis princípios orientadores: inovação responsável, foco em apostas estratégicas, o Estado como catalisador, transformação organizacional centrada em pessoas e processos, IA orientada ao produto e avaliação contínua baseada em evidência.
A Agenda assenta em quatro pilares estratégicos:
Esta Agenda é operacionalizada através de 32 iniciativas integradas no ecossistema nacional e europeu, articulando universidades, centros de I&D, empresas e Administração Pública e otimizando o acesso a financiamento europeu.
A Resolução aprova: (i) a ANIA; (ii) o PAANIA 2026‑2030; (iii) a possibilidade de atualização do PAANIA pelo membro do Governo responsável pela Reforma do Estado (em articulação com o membro do Governo responsável pela área das Finanças); (iv) a condicionalidade orçamental e a prioridade a fundos europeus para execução e (v) o acompanhamento emonitorização das medidas pelo Conselho para o Digital na Administração Pública[4].
O Conselho de Ministros define como objetivo aumentar a capacidade nacional de computação entre 10‑15x até 2030 (de ~60 MW em 2025 para 700‑1000 MW).
Para o efeito, será necessário aumentar a capacidade de computação para investigação em setores críticos, alavancando consórcios e financiamentos internacionais como a EuroHPC, considerando os custos altos de treino de modelos, em particular para apoiar a ambição de Produtor, enquanto, em paralelo, é criada a infraestrutura para potenciar a computação necessária para adoção nacional de IA como Implantador.
Serão garantidos acessos específicos e simplificados para startups portuguesas e PME, assim como para os serviços do Estado, alinhado com níveis de soberania apropriados. Igualmente crítico será a articulação com países exportadores da tecnologia que compõe a infraestrutura e a criação de uma política nacional de dados para o país, incluindo espaços de dados nacionais para setores estratégicos.
As iniciativas do PAANIA neste eixo incluem:
O objetivo está em exponenciar a adoção de IA em Portugal com foco nas PME e tendo a Administração Pública como catalisadora.
Pretende -se promover a continuidade e a colaboração do ecossistema de investigação científica, com reforço da investigação fundamental e criação de centros de IA setoriais para acelerar a adoção e a transferência de conhecimento entre universidades, empresas (incluindo startups), e Administração Pública.
As iniciativas do PAANIA neste eixo incluem:
Na Administração Pública prevê-se a criação Centro de Excelência em IA dentro da ARTE para desenvolver soluções transversais, o lançamento de desafios e concursos anuais para identificar soluções inovadores de IA e o desenvolvimento de um guia prático e oficial de interpretação do Código dos Contratos Públicos orientado para a contratação de soluções de IA pela AP.
O eixo Talento e Competências da ANIA assenta na visão de um país que utiliza a IA como motor de valorização profissional, com carreiras mais qualificadas, salários mais competitivos e capacidade real de atrair, reter e desenvolver talento, garantindo que a transformação tecnológica se traduz em progresso económico e oportunidades para todos.
As iniciativas do PAANIA neste eixo incluem:
O objetivo do Conselho de Ministros passa por criar um ambiente de maior confiança em IA, para os cidadãos e para as empresas e promover investimento nas áreas de responsabilidade. Sem medidas de capacitação, apoio regulatório e investimento em responsabilidade de IA, Portugal corre o risco de ver a adoção de IA bloqueada pela incerteza, pelo custo e pela falta de confiança, comprometendo a inovação e a competitividade das empresas.
As iniciativas do PAANIA neste eixo incluem:
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2026 entra em vigor no dia seguinte à publicação.
[1] Publicada no Diário da República n.º 5/2026, Série I, de 8 de janeiro
[2] Aprovada pela RCM n.º 207/2024
[3] Nos termos da RCM n.º 201/202
[4] RCM n.º 94/2024